| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Thamnophilida |
| Família: | Thamnophilidae |
| Swainson, 1824 | |
| Subfamília: | Thamnophilinae |
| Swainson, 1824 | |
| Espécie: | T. major |
O choró-boi é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae.
É uma espécie comum, que habita a vegetação densa do estrato baixo de capoeiras, clareiras e bordas de florestas com vegetação arbustiva, tanto em regiões úmidas quanto secas. Vive geralmente aos pares, pulando em meio a emaranhados de cipós e arbustos a uma altura de 1 a 5 metros, o que o torna difícil de ser observado. Seus nomes comuns são os mais variados: piorim, choca, choca-boi, chororó-olho-de-fogo, cã-cã-de-fogo.
Seu nome científico significa: de taraba = anagrama do gênero Batara; e do (latim) major = maior, grande. ⇒ Taraba grande ou maior Taraba.
O macho é negro no dorso, em forte contraste com o branco da região ventral. Asas com faixas brancas notáveis e cauda com bolas brancas, também destacadas. Na fêmea, toda a plumagem negra é substituída por marrom avermelhada, sem haver o branco das asas e cauda. Nos dois sexos, destaca-se o vermelho intenso dos olhos da ave adulta.
No juvenil, os olhos são marrom escuro, embora a plumagem já seja do sexo correspondente ao sair do ninho. Mantém as penas da cabeça eriçadas quando ativas, em um topete característico. Mede cerca de 20 centímetros.
Possui dez subespécies:
Vive no estrato baixo, caçando invertebrados nos galhos e folhas. Raramente segue bandos mistos ou formigas-de-correição.
Constrói um ninho com fibras e raízes, em formato de bolsa pendente de uma forquilha horizontal, característico de todas as aves dessa família. Põe 2 ovos de cor creme, manchados de marrom e lilás. Sua reprodução começa em julho e vai até novembro/dezembro. Macho e fêmea chocam os ovos e cuidam dos filhotes. Chocando, ficam completamente escondidos no interior do ninho, exceto pela cabeça e ponta da cauda.
Muito presente nas matas ciliares dos rios, corixos e baías, bem como nos cerradões, cambarazais e matas secas. Pousa no chão ou em galhos caídos. Acostuma-se com a presença humana, usando quintais e pomares de sítios e fazendas onde não é perseguido ou não existam gatos domésticos.
Seu canto é marca registrada, interpretado como cada um dos seus nomes comuns. Apesar de ter vários chamados, demarca o território com um canto de notas graves, um pouco afastadas entre si no início e aceleradas do meio para o final. Termina o canto com uma nota diferente, como se estivesse brava. A duração varia até muitos segundos de emissão. Macho e fêmea emitem o canto, respondendo entre si e até a uma imitação razoável do chamado. Aproximam-se para verificar o canto gravado ou imitado.
Presente desde o extremo norte do País até o estado do Paraná. Encontrado também do México ao Panamá e em praticamente toda a América do Sul, com exceção do Chile.